segunda-feira, 4 de abril de 2011

A minha versão da saturação!

Estou saturado e exausto de partidos políticos e de discursos repetidos até à exaustão de que fui alvo.
Vivemos actualmente numa sociedade "viciada" politicamente pelos partidos, esgotados e sem esperança.
O paradigma político e social em que vivemos explica o desinteresse e desconfiança pelos políticos e pela política, visto que muitos portugueses não querem saber da política e consideram desinteressante e alguns até indicam que é desnecessária.
Os votos em branco, os votos nulos e a abstenção não é solução de coisa alguma e não abre nenhuma porta, mas é antes uma agravante ao problema existente.
É importante votar, é importante dar uso à democracia e manifestar as nossas ideias e o que pensamos correcto?Então porque é que continua a existir mais activismo de sofá e conformismo do que a própria acção.
Neste momento, percebo que caminhamos mais uma vez para a alternância entre PS e PSD, sendo que nenhum deles será solução uma vez que foram sempre parte do problema e da agravante do mesmo, assim sendo peço e apelo para que votem nos partidos novos sem acento parlamentar e nos candidatos independentes, se os houver, para que se comece a mudar aos poucos.
O caso da Islândia seria um bom exemplo a seguir, mas Portugal está longe de se conseguir mobilizar dessa forma, ainda estamos demasiado fechados em nós, a revelar uma total descrença sobre tudo num total desrespeito pela unidade na diversidade, do qual emerge o egoísmo e a falta de cooperação.
Os partidos e as ideologias fechadas em si mesmas já não fazem sentido, a meu ver o que faz sentido é abertura e o diálogo, a discussão saudável de ideias, o empenho e o profissionalismo no desempenho de um papel de representação dos cidadãos.A nossa voz não é representada pelos políticos em que votamos, quer queiramos quer não e é isso que deve mudar, devemos indignar-nos com isso e tentar alterar isso, porque é de facto uma condicionante grave da nossa medíocre democracia, uma aparente e disfarçada democracia. Defendo a mudança social e política, defendo um novo rumo, defendo um rumo de cooperação, solidariedade, tolerância e respeito pela unidade na diversidade. É necessário um novo paradigma que congregue tudo isto e isso só será possível se a sociedade civil se mobilizar e despertar para esta realidade. Não faz sentido ir cada um para seu canto, o sentido sempre deveria ter sido só um, Portugal!
É esse o sentido, é essa a nossa "luta" e ambição, ou deveria ser, a de mudar e ajudar a (re)construir Portugal, sabendo que melhor é possível e que o nosso poder é maior por sermos diferentes e por pensarmos de forma diferente mas nesse mesmo sentido.
Com divergências dentro da "equipa", a mesma não consegue reunir condições para trabalhar e para ganhar em campo de forma profissional, dando o seu melhor, o mesmo se passa com os partidos e com o poder em Portugal à anos, falta consciência cívica, falta educação, falta compreensão e entendimento.
É preciso controlar e avaliar o poder, deixando a ideia de que eles estão apenas a representar a voz e a vontade dos cidadãos e como tal devem gastar o menos possível, (por exemplo os deputados na Suécia), também devem explicar aos cidadãos as suas acções e movimentos, com toda a transparência.
Chega de viver da aparência da "camisola partdária", chega de arrogância, corrupção, mentira, desprezo, desonestidade e ausência de representatividade.
Eis o que penso, quem me quiser ouvir que me ouça e vamos tentar fazer algo para alterar a situação existente.

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