sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O erro está em nós, não adianta de nada pensar e apontar constantemente quem está mal e o que fez de mal, importa indicar soluções e agir para reconstruir e para mudar o que não está bem. O erro está na abstenção, ideia construída que mostra o desinteresse pela política, reflexo de más políticas e maus representantes. A força de votos em branco ou de votos em cadidatos independentes, ou partidos novos e pequenos que pretendem furar por entre aqueles que insistem em condicionar constantemente a política, os mesmos partidos que insistem em permanecer ano após ano na assembleia sem que nenhum partido novo consiga eleger qualquer deputado, a não ser que faça uma coligação com qualquer um desses, como foi o caso dos verdes com o PCP, formando a CDU. Nós não demonstramos acreditar no nosso país e não compramos produtos portugueses. Estragamos o nosso país ao deitar lixo para o chão, ao cuspir para o chão e quando ignoramos diariamente quem por nós passa, não esboçando um sorriso, como que pensando que os problemas só nos acontecem a nós e só a nossa perspectiva sobre as coisas é que está certa.
Pois é, é difícil deixar o comando e o sofá e ir passear, correr e praticar actividade física e o comodismo pode começar por se explicar dessa forma, porque na verdade queremos mudar para ficar tudo na mesma, porque estamos tão habituados à nossa rotina que não nos preocupamos por fazer realmente alguma coisa que não se verifique banal e desinteressante, mas sim importante e útil. Actualmente a cidadania parece estar a despertar nos jovens e nas pessoas de média idade, mas estamos longe do activismo e falta-nos muito civismo e educação, que deveria começar em casa.
Muitos críticos dizem-nos que vivemos uma crise de valores, pois é, na verdade vivemos e por isso é que aconteceram todas as outras, a mudança tem de começar em nós próprios e na nossa vida e à nossa volta e só depois devemos procurar avançar um pouco mais.
Na verdade não vivemos uma crise de valores porque nunca os tivemos como nossos realmente, Portugal precisa de esperança, de acção, de reformas várias e sobretudo de pensar nas soluções em vez de pensar nos problemas.
É necessário reconstruir Portugal para nosso próprio bem, para bem do país, para bem dos portugueses e das gerações que se seguem. Portugal tem imenso valor, esse valor tem de ser colocado ao serviço do desenvolvimento, da inovação, da criatividade e da economia.
As pessoas, todas elas, fazem coisas boas e más, devemos é pensar que é sempre possível ser melhor e que a mudança só se faz com coragem, com atitude e com persistência!

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